O que você faria para provar seu amor e devoção à Maria, mãe
de Jesus? Que tal andar 201 quilômetros, enfrentando calor, chuva, frio, lama,
dores nos pés, calos, e muito mais? Pois é o que fizeram as são-bentenses Iris
Vaz, sua irmã Adriana Vaz e a filha Andrielli Vaz ente os dias 28 de setembro a
5 de outubro, encarando a Rota da Luz, que vai de Mogi Mirim, em São Paulo, até
a Basílica de Aparecida.
A ideia surgiu quando Andrielli comentou com sua tia e
madrinha, Adriana, sua vontade de fazer uma rota de peregrinação até Aparecida.
“Ela aceitou na hora, e minha mãe também topou, começamos então a nos preparar
para esse desafio”, cita Andrielli. “Eu queria agradecer à nossa mãe Maria por
tudo o que já recebemos, pela nossa vida, enfim, queria mostrar nosso amor à
Maria”, complementou.
Elas iniciaram os treinamentos ainda em junho, e foram 3
meses caminhando 3 vezes por semana, no início andando 5 km, e no final
chegando 24 km, com sol, chuva, frio, e nas últimas caminhadas com as mochilas
que iriam levar para a peregrinação. “Precisávamos nos preparar para todo o
tipo de desafio que iriamos enfrentar”, frisou Iris. E não era apenas o
treinamento físico, eelas precisaram do apoio de toda família, afinal foi uma
semana longe da família, trabalho, entre outros. “Mas tivemos o apoio de todos”,
cita Andrielli.
Início da peregrinação
No dia 27 de setembro, elas pegaram um ônibus para São
Paulo, depois Mogi das Cruzes, chegando na segunda-feira, 28, pela manhã na estação
de trem, e iniciando ali sua caminhada. Durante todo o trajeto, elas tiveram o
apoio de vários voluntários que se posicionam estrategicamente no meio da trilha,
servindo lanches, água, orações, apoio e muito carinho. “São anjos que nos
ajudam na nossa caminhada”, definiu Andrielli.
Ela cita como exemplo a dentista Ana Carolina, que parou o
carro no meio da trilha, e dentro tinha banquetas, café com leite, chocolate
quente e muito amor. “Era no terceiro dia da nossa caminhada, estava chovendo
muito, eu estava com muitos calos, ela simplesmente parou o carro e disse que
iria nos ajudar, passou remédio em meus calos, nos alimentou e nos deu muito
carinho, que era o que precisávamos naquele momento”, falou Andrielli,
emocionada.
Além de Ana Paula, são vários os voluntários que oferecem
carinho e lanches durante todo o trajeto, como a “Tia do Abraço”, uma senhora que
lembrou a avó de Iris, que recebe a todos com um caloroso abraço e bolinhos
para matar a fome, além de uma massagem reconfortante. ”Me emocionei muito com ela,
era realmente parecida com minha avó e nos acolheu com muito amor”, lembra
Iris.
Pedido de casamento
O final da caminhada foi muito emocionante para as três
peregrinas, pois a família já estava em Aparecida para recebe-las, com muitas
faixas e muita festa. Mas uma faixa em especial foi destinada à Adriana, que
vive há 23 anos com Sandro Glowacki e tem 3 filhos. A faixa era um pedido de
casamento de Sandro, que levou Adriana às lágrimas. “Foi uma surpresa muito
grande, eu não esperava, e só o Sandro e meus filhos sabiam do pedido, par ao
restante da família foi uma grande e grata surpresa”, afirmou Adriana.
Agora em casa e descansadas, as três peregrinas já estão
pensando em uma nova caminhada para 2027, desta vez com os esposos e filhos. “Foi
um reencontro com nós mesmas, foi muito gratificante, quem puder fazer essa
caminhada faça, só temos que agradecer às Mãe Maria por termos conseguido
concluir essa nossa caminhada”, finalizaram.




1 Comentários
Foi lindo demais tudo o que vivemos na Rota da Luz! Sentir o amor de Maria por nós em cada quilômetro percorrido foi uma experiência de fé impossível de descrever em palavras.
ResponderExcluirObrigada, Evaldo, por compartilhar um pouquinho de como foi viver essa romaria e por, quem sabe, inspirar outras pessoas a viverem também essa experiência tão especial de fé, entrega e amor à nossa Mãezinha!